Horários

RESTAURANTE

Seg a Qua

12:00 – 15:00

19:00 – 00:00

Qui

12:00 – 15:00

19:00 – 01:00

Sex

12:00 – 15:00

19:00 – 03:00

Sab

18:00 – 03:00

Dom

12:00 – 17:00

Bar

Seg a Qua

12:00 – 15:00

18:00 – 00:00

Qui

12:00 – 15:00

18:00 – 01:00

Sex

12:00 – 15:00

18:00 – 03:00

Sáb

18:00 – 03:00

Dom

12:00 – 17:00

Buffet Executivo

Seg a Sex *

12:00 – 15:00

* Exceto feriados

Programação Club

Cardápio Riviera

Em breve

Saladas

SALADA CAESAR
Alfaces americana e frisée crôutons, peito de frango, parmesão e molho caesar

NOSSO CAPRESE
Muçarela de búfala aquecida sobre tartare de tomates frescos, manjericão genovês e pesto de rúcula

CHÈVRE
Seleção de folhas verdes, queijo
de cabra, figo fresco caramelizado, brotos de beterraba, amêndoas e molho de vinagre balsâmico

QUINUA
Quinua, maçã verde, baby leaf e ervas da horta

STEAK TARTARE
Picado na ponta da faca, acompanhado de batatas rústicas fritas
ou pequena salada verde

Petiscos

BATATA RÚSTICA
Frita com alecrim e flor de sal

BOLINHOS DE ARROZ
Com geleia de pimenta

TRIO DE PASTÉIS
Carne-seca, queijo coalho e palmito pupunha

BRUSCHETTA DA NONNA
De chèvre, escarola refogada e uva-passa

TOSTADA
De carpaccio

FRITO MISTO DO MAR
Camarão, peixe branco e lula empanados com molho picante

POLENTA CREMOSA
Com ragu de cogumelos selvagens

Pratos Principais

MASSAS

LASANHA VEGETARIANA
De berinjela, abobrinha e muçarela de búfala

RIGATONI
Com ragu levemente picante de linguiça artesanal

LINGUINI COM CAMARÃO
Creme de chèvre e abobrinha

PEIXES, CARNES E AVES

ROBALO GRELHADO
Com ratatouille e azeite de ervas frescas

SALMÃO AO FORNO
Com molho cremoso de dill e legumes

BACALHAU EM NATAS
Gratinado com batata palha

BIFE ANCHO GRELHADO
Acompanhado de batata ao murro

CLÁSSICO STROGONOFF
De filé mignon com arroz e batata palha

PARMEGIANA
Gratinado, com arroz e batata frita

LOMBO SUÍNO
Com molho de mirtilo acompanhado de purê de mandioquinha

 

Sanduíches

ROYAL
O mais tradicional do Riviera, há 40 anos: queijo prato, rosbife, tomate, picles de pepino e aïoli no pão miga

BURGER RIVIERA
Hambúrguer de 150g com queijo gruyère, cebola roxa, rúcula, tomate e aïoli no brioche

BURGER VEGETARIANO
Pão integral, pesto de manjericão, cogumelo grelhado, queijo-de- minas, rúcula e tomate

LANCHA
Sanduíche de filé mignon à milanesa com tomate, rúcula, queijo prato e aïoli na ciabatta

CRU
Presunto cru, muçarela de búfala, tomate fresco e rúcula na ciabatta

Sobremesas

PUDIM
De café com leite

MAR VERMELHO
Iogurte grego, limão taiti, frutas vermelhas e calda cremosa

BOLINHO DE CHUVA
Com doce de leite

APOCALIPSE
Brownie de chocolate servido quente com sorvete de nata

TORTA DE BANANA
Com doce de leite e canela

 

 

 


Carta de Bar

Coquetéis

CAIPIRINHA
O mais brasileiro dos drinques é feito de um jeito especial: cachaça branca refinada, limão Taiti selecionado e açúcar demerara (com mais sabor e menos dulçor)

RABO-DE-GALO
Cachaça branca de qualidade, Cynar, vermute Carpano clássico e Angostura

MARIA-MOLE
Brandy Fundador, vermute branco Carpano clássico e Angostura

RÊ BORDOSA
Mais do que um coquetel, nossa singela homenagem à personagem Rê Bordosa, criada pelo cartunista Angeli na década de 1980 no antigo Riviera. Cachaça de boa qualidade, Jurubeba Leão do Norte e Cynar

NY SOUR
Whiskey bourbon, limão siciliano, simple syrup e um toque de vinho malbec

FAMOUS AVENUE
Rum Havana Club 7 anos, whiskey bourbon, limão siciliano e maple syrup

WEST SITE
Vodka Absolut com infusão de limão siciliano, hortelã, simple syrup e limão siciliano

LIMONELO
Whiskey bourbon, limão taiti, licor de amêndoas, Angostura, abacaxi e xarope de açúcar

APOTHECARY
Cachaça branca de boa qualidade, limão Taiti, xarope de mel, gengibre e spray de whiskey Ardberg

PISCO PASSION
Pisco Capel, limão Taiti, maracujá fresco e simple syrup

STRAWBERRY BELLINI
Purê de morangos frescos, limão, simple syrup e espumante Mumm

CHAMPAGNE COCKTAIL
Drinque clássico que segue a receita publicada no primeiro livro de coquetéis da história, lançado em 1862 
pelo “pai da coquetelaria” Jerry Thomas. Espumante Mumm, torrão de açúcar e Angostura

APPLE MARTINI
Vodka Absolut, maçã verde, limão siciliano, licor de maçã e simple syrup

NEGRONI
Gin Beefeater, Campari e Carpano clássico

ROSITA
Tequila  El Jimador Reposado,  Angostura, Carpano clássico Noilly Prat e Campari

OLD PAL
Whiskey bourbon, Campari e Nolly Prat

TAMBÉM FAZEMOS COQUETÉIS CLÁSSICOS QUE NÃO ESTÃO NA CARTA
Choice 1 – Choice 2 – Choice 3

Mais uma vez Riviera

- Juvenal, o chope está com muito colarinho.
- Num lugar onde todo mundo está de camiseta, alguém tem de ter colarinho, não é mesmo?

Juvenal Martins era um garçom-personagem. Vestido com seu impecável smoking branco, ele podia ser visto a qualquer noite no Riviera, o concorrido bar instalado na loja térrea do Edifício Anchieta, na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista. José Henrique da Silva, o Zé, era um de seus colegas de trabalho, e também tinha status de atração turística. Com postura de dançarino de tango e treinada lábia, estava acostumado a receber beijinhos das clientes agradecidas. No apertado salão, marcado pela longa escada curva à la Hollywood e pela parede de tijolos de vidro, a engraçada dupla circulava com suas bandejas esgueirando-se entre as mesas lotadas, desviando de empolgadas gesticulações, atravessando a costumeira e sempre nítida nuvem de cigarro.

Bons tempos, aqueles. Entre 1968 e o fim da década de 70, o Riviera viveu seu auge, justamente em um período difícil do regime militar brasileiro. Não por acaso, as conversas da freguesia incluíam divagações sobre política, companheiros desaparecidos, ideias para mudar o mundo. Como disse o jornalista Osmar Freitas Jr., que protagonizou o diálogo transcrito no início deste texto e escreveu reportagens a respeito da casa, se parte dos planos idealizados ali tivesse sido levada adiante, viveríamos hoje em um país, assim, tipo a Suécia. Muito por causa dessas constantes discussões, o bar teve seu nome vinculado às sisudas alcunhas de ponto de encontro da militância contra a ditadura, de reduto da inteligência paulistana, de cenário de boêmios-intelectuais. Que nada.

O Riviera foi o endereço de uma diária e espontânea festa – e que festa! Em uma época de liberdade reprimida, os jovens que tinham em comum uma crescente bagagem cultural e a aversão ao sistema político encontravam naquele fervilhante ambiente, em frente ao Cine Belas Artes, um lugar para relaxar, beber todas, paquerar e ter, enfim, 20 e poucos anos. Ali, muitos trocaram contatos de emprego e dividiram namorados, envolveram-se em brigas homéricas e tomaram porres inesquecíveis, escreveram letras de música e até fizeram striptease. Ali, formaram-se Anas de Hollanda, Angelis, Arrigos Barnabé, Claudios Tozzi, Chicos e Paulos Caruso…

Quando chegou a essa etapa de ouro, o Riviera estava perto de seus 20 anos. Era um jovenzinho, como sua clientela, mas já acumulava atrativos de respeito. Inaugurado em 1949 em um estratégico ponto de passagem da cidade, havia sido o responsável, de fato, pela saída da aglomeração noturna do Centro em direção à Paulista. Tinha elevado um item do cardápio ao posto de clássico: o sanduíche royal, um pão de forma recheado com rosbife e queijo, embebido em ovo, frito em óleo quente e amado ou odiado pelos clientes. Empregava garçons famosos, supervisionados pela família de proprietários, os Maniscalco, sempre presentes – Renato, filho do fundador, permaneceu no comando até o definitivo fechar das portas, em janeiro de 2006.

Em setembro de 2013, no mês em que se completam 64 anos de sua fundação, o Riviera reabre e retoma seu lugar na vida noturna de São Paulo. A longa escada hollywoodiana continua lá; a parede de tijolos de vidro, também; seu nome piscante na fachada, idem. O restante está bem mudado: o estreito balcão de fórmica ganhou o salão na forma de uma grande bancada coletiva e o antes micromezanino mais que dobrou de tamanho para receber almoço em bufê e shows noturnos. Essa bem-vinda reforma, liderada pelo empresário da noite Facundo Guerra e pelo chef de cozinha Alex Atala, deu origem a um Riviera recauchutado e prontíssimo para outra. De roupagem nova, com novos personagens, a festa volta a acontecer no cruzamento da Consolação com a Paulista.

Riviera-inspiração

. 1972: Jorge Mautner compõe alguns versos de Maracatu Atômico enquanto caminha em direção ao bar, na Avenida Paulista.

. 1980: Arrigo Barnabé cita o endereço na música Infortúnio, em seu famoso disco de estreia, Clara Crocodilo.

. 1984: Angeli eterniza o garçom Juvenal nas tirinhas da personagem Rê Bordosa, inspirada em mulheres que frequentavam o lugar.

. 1986: Francisco Ramalho Jr. roda uma das cenas do filme Besame Mucho no Riviera. Os frequentadores da década de 70 atuam como figurantes.

. 1991: Toninho Mendes e Homero Lotito criam o Rap do Riviera, uma homenagem ao bar e à cidade de São Paulo.

Viviane Aguiar é jornalista e autora do livro 22 Rivieras (Editora Alpendre), e do homônimo documentário produzido em parceria com o videomaker Shinji Shiozaki.